Abraçando histórias

No mês de julho, o Abraço Cultural São Paulo completa 5 anos, e o sucesso da nossa trajetória se deve totalmente a vocês que acreditam no nosso projeto, nos acompanham e nos apoiam em todos os momentos. Então, para comemorar todos esses anos que caminhamos juntos, a gente preparou um presente! O Abraçando Histórias é um projeto que busca mostrar quem são as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer e o que elas têm para nos contar. E qual a melhor maneira de conhecer alguém, senão pela sua própria voz? Então, toda semana, um de nossos professores e professoras vai compartilhar com a gente uma história que traz boas lembranças e com a qual eles/elas identificam. Aqui no nosso blog vocês poderão assistir todos os vídeos e ler os depoimentos completos de cada um dos protagonistas dessa história!
Vem com a gente!

“Não queria vir para cá só pela capoeira, mas também ter um plano do que fazer”.

Samir Landou

“A capoeira foi a primeira coisa que me fez interessar mais pelo Brasil. Lá por 2007 tinha um mestre de capoeira em beninense com quem aprendi o esporte. Depois dele, também tive contato com outro mestre, dessa vez brasileiro, e que dava aulas lá na Universidade de Brasília.

Quando eu estava na faculdade também conheci uma professora de português que foi para lá – por meio de um acordo entre os governos do Benin e do Brasil – e começou a dar aulas também para meu grupo de capoeira. Ao mesmo tempo estava acabando minha graduação em Engenharia Elétrica.

Queria muito conhecer melhor o Brasil, mas não sabia como. Então concorri a uma vaga de mestrado na Universidade de Brasília. Não queria vir para cá só pela capoeira, mas também ter um plano do que fazer. Todos esses motivos se juntaram, e eu vim. Continuei treinando com meu mestre e também continuei os estudos.

Bom, quando estava no meu país eu já tinha alguma ideia sobre a política do Brasil, até pela capoeira. A gente já sabia um pouquinho sobre como que surgiu o capoeira, né, para combater a opressão. Eu já tinha uma ideia, mas a ideia se consolidou mais aqui, quando cheguei em Brasília e tive também a oportunidade de compartilhar minhas experiências com os outros.

Uma coisa que me marcou muito foi uma cerimônia de um grande mestre de capoeira, o mestre João Grande. Desde o Benin eu sonhava em encontrar ele, mas a forma como eu o encontrei foi muito especial, sabe? Essa cerimônia, para premiar pessoas importantes e que tiveram alguma contribuição social para o país, aconteceu no Palácio do Planalto. Foi a primeira vez que eu entrei naquele lugar. Foi tudo mágico. Encontrei aquele mestre, que eu tanto admiro, dentro de um lugar lindo. Foi um momento muito marcante.

Eu acho que vivendo aqui eu aprendi mais a valorizar a parte humana. E, pode ser estranho mas aprendi a valorizar mais a minha cultura. A ligação entre África e Brasil é tão forte, então eu fiquei muito emocionado. Chamamos o Benin de “o pequeno Brasil” e eu sempre explico para meus alunos o porquê disso. A ligação cultural é grande. O acarajé, por exemplo, a gente também come lá. A gente tem muitos pontos em comum com o Brasil. Muitas coisas que têm em Salvador têm lá também. Tem essa troca cultural!”

Toda quarta-feira teremos um novo vídeo e uma nova história sobre as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer!

Abrace você também essas histórias!

Bianca Silva, Coordenadora de Comunicação do Abraço SP