Abraçando histórias

No mês de julho, o Abraço Cultural São Paulo completa 5 anos, e o sucesso da nossa trajetória se deve totalmente a vocês que acreditam no nosso projeto, nos acompanham e nos apoiam em todos os momentos. Então, para comemorar todos esses anos que caminhamos juntos, a gente preparou um presente! O Abraçando Histórias é um projeto que busca mostrar quem são as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer e o que elas têm para nos contar. E qual a melhor maneira de conhecer alguém, senão pela sua própria voz? Então, toda semana, um de nossos professores e professoras vai compartilhar com a gente uma história que traz boas lembranças e com a qual eles/elas identificam. Aqui no nosso blog vocês poderão assistir todos os vídeos e ler os depoimentos completos de cada um dos protagonistas dessa história!
Vem com a gente!

“No Brasil, aprendi novas formas de amar. Fiz conexões que superam o sangue”.

Nazareth Sojo

“Nasci em Caracas, na Venezuela, e cruzei a fronteira com a Roraima caminhando, no dia 8 de Abril de 2018. Eu já conhecia o Brasil e falava português porque antes, trabalhava no Consulado do Brasil em Caracas.

Na segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019, comecei a dar aula no Abraço Cultural. Era meu aniversário. Na Venezuela, trabalhei 14 anos como professora universitária, fazia vaaaarias coisas, era tutora de TCC… Mas nunca tinha ensinado a minha língua. Não é a mesma coisa você revisar um trabalho do que explicar ‘porque se diz pide e não pede’, sabe? O primeiro semestre foi de muito aprendizado, tive que reaprender o castellano.

Eu nunca mais procurei um emprego. O Abraço Cultural é minha família. Eles dão aquele sentimento de pertencer ao lugar. Se eu ficar rica, vou bancar o Abraço (risos).

Eu não tenho ninguém de sangue aqui. Sou a caçula dos meus irmãos, a tia maravilhosa dos meus sobrinhos, a louca, alegre que levanta esse povo todo e coloca pra dançar. Sinto muita falta de todos. Mas é aquilo: ‘alguma coisa quer, alguma coisa custa’.

São Paulo é a terra das oportunidades. Me deram documentos gratuitos, coloca isso grande, GRATUITOS. Me deram possibilidade de trabalhar, de mandar dinheiro para sustentar meus pais. Eu vim do nada e hoje moro sozinha em uma das cidades mais caras do mundo. Não tenho um marido me sustentando e sou aceita por pessoas totalmente diferentes de mim. São conquistas que fazem valer a pena.

Mas é muito diferente sim. O quintal da minha vó fica a poucos passos do mar Caribe. Fiz duas tentativas de ir pro litoral norte paulista. Só choveu. No meu país, a temperatura média é 37°C. Agora, vim passar uns dias em Maceió, ficar perto do mar, com pessoas que são família de amor pra mim. É outra coisa. No Brasil, aprendi novas formas de amar, fiz conexões que superam o sangue”.

Toda quarta-feira teremos um novo vídeo e uma nova história sobre as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer!

Abrace você também essas histórias!

Bianca Silva, Coordenadora de Comunicação do Abraço SP