Abraçando histórias

No mês de julho, o Abraço Cultural São Paulo completa 5 anos, e o sucesso da nossa trajetória se deve totalmente a vocês que acreditam no nosso projeto, nos acompanham e nos apoiam em todos os momentos. Então, para comemorar todos esses anos que caminhamos juntos, a gente preparou um presente! O Abraçando Histórias é um projeto que busca mostrar quem são as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer e o que elas têm para nos contar. E qual a melhor maneira de conhecer alguém, senão pela sua própria voz? Então, toda semana, um de nossos professores e professoras vai compartilhar com a gente uma história que traz boas lembranças e com a qual eles/elas identificam. Aqui no nosso blog vocês poderão assistir todos os vídeos e ler os depoimentos completos de cada um dos protagonistas dessa história!
Vem com a gente!

“Quando cheguei no Brasil, fui tentar um curso de Logística no SENAI, mas fiz a prova sem muita esperança de passar”

Joel Aronson

“É verdade que quando cheguei aqui eu tinha que batalhar, né? Tinha que achar meu lugar, meu caminho. Eu tinha graduação em Agronomia e Veterinária, que conclui no meu país, mas acabei trabalhando só um pouquinho na área. Depois disso decidi fazer uma pós-graduação em Gestão de Projetos e consegui um emprego lá, mas na área de Logística. Eu gostei tanto dessa área que fiquei trabalhando como assistente em uma empresa por uns 2 anos.

Quando eu vim para o Brasil, eu sabia que deveria recomeçar as coisas. Como já tinha uma pequena experiência com Logística, eu pensei em tentar uma vaga em um curso do SENAI, para reconstruir minha vida aqui e começar com algo que eu já tinha alguma experiência.

O curso tinha duração de 2 anos e tinha um processo seletivo para poder cursar, que também dava a oportunidade de cursá-lo de graça. Na época eu tinha completado só 8 meses aqui no Brasil, então meu português estava bem ruim; eu conseguia entender algumas coisas mas não sabia fazer quase nada na língua.

Mas eu fui lá, sem muita esperança de passar, e fiz a prova do processo seletivo. Depois da prova eu estava bem desesperado e me lembro de pensar bastante: “Mas nossa, todos esses brasileiros aqui que já falam português desde que nasceram, pra que eu vou competir com eles?”. Fiquei até desanimado. Mas quando o resultado saiu eu vi que tinha ficado em 3º lugar na colocação. Tinham mais de 200 candidatos e isso me motivou muito. Se eu consegui ficar no 3º lugar isso queria dizer que eu faço parte dos alunos bons, então fiquei confiante de que ia conseguir fazer o curso.

Nesse tempo, eu decidi fazer uma aula de português um pouquinho mais avançada e paguei um curso de Revisão Gramática e Literatura Brasileira.

Só que o que eu não sabia é que esse curso era para os que já eram nativos, muito avançado. Mas como eu já tinha pago, eu assisti do início ao fim, mesmo sem entender nada. E nessa época tinham novas regras de gramática do português, então foi difícil, mas uma experiência boa também.

Eu sou simples, sou grato pelo o que tenho. É claro que sempre sonho com coisas maiores na vida, mas já não preciso de mais nada com o que tenho. Eu tenho percursos de muita luta, mas esses percursos valeram a pena e são eles que formam a pessoa que eu sou hoje, que faz muitos amigos e que é muito feliz com a vida.

Toda quarta-feira teremos um novo vídeo e uma nova história sobre as pessoas que fazem o Abraço Cultural SP acontecer!

Abrace você também essas histórias!

Bianca Silva, Coordenadora de Comunicação do Abraço SP