tradições de fim de ano:

Venezuela

Assim como o Brasil, nossa vizinha latina Venezuela também tem suas festividades de fim de ano muita influenciadas pela colonização europeia cristã ao longo dos séculos. Essas características, mescladas às dos povos tradicionais, deu origem ao modo como os venezuelanos e venezuelanas comemoram as suas festas e, apesar de algumas semelhanças com as tradições brasileiras, alguns traços são bem específicos dessa cultura. Confira aqui algumas delas:

A ceia venezuelana
Se no café da manhã diário dos venezuelanos são as arepas que reinam, na ceia de Natal temos um cardápio bem especial e variado. A culinária venezuelana é marcada por diversas influências. Dependendo da região pode-se haver mais interferência da região da Amazônia, dos Andes, Caribe ou da região central de Caracas e os ingredientes principais muitas vezes envolvem feijão, milho, banana e carnes. Na época das festas temos as tradicionais hallacas, que são feitas muitas vezes em conjunto, com toda a família participando do preparo. Ela é feita em uma folha de bananeira e recheada com carnes, vegetais, farinha de milho e temperos. Além das deliciosas hallacas, outra delícia que nunca falta na mesa durante o Natal na Venezuela é o famoso pan de jamón, que é um pão recheado de presunto, bacon, uvas passas, azeitonas, no estilo pão a metro.
Deu água na boca? Você pode ver aqui a receita de hallaca e aqui a de pan de ramón.

Superstições
Assim como nós, os venezuelanos também mantém uma série de simpatias e superstições de fim de ano. Na Venezuela, por exemplo, as chances de viajar mais no ano seguinte podem aumentar com uma atitude simples: tirar as malas do armário. À meia noite, os venezuelanos dão uma volta na rua carregando malas vazias. Acredita-se que isso atraia muitas viagens no futuro. Os mais supersticiosos apostam na dobradinha: malas vazias e dinheiro dentro do sapato. Mas precisa ser dólar. Além disso, também há a simpatia de comer uvas na hora do ano novo, mas por lá são 12 uvas. E os venezuelanos tem até um ritmo de fim de ano, a gaita venezolana. As gaitas, que têm origem no estado Zulia, são exclusivas do Natal e têm um papel fundamental durante esta comemoração. O grupo gaiteiro toca as músicas com instrumentos como o cuatro (semelhante ao violão, porém menor e de quatro cordas), tambores e furruco. Os temas tratados nas músicas remetem principalmente ao Natal, no entanto, mais recentemente, têm adotado assuntos mais atuais como a grave situação do país em modo de protesto, mas sempre com um toque de humor.

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Roberta ama café com leite, cactos e gatos. É formada em Relações Internacionais pela UFRJ e teve seu percurso profissional marcado, desde cedo, pelas áreas da comunicação e do ensino de idiomas. Hoje, desempenha a função de coordenadora de comunicação e de cultura, e espera que seu trabalho possa impactar positivamente a vida de muitas pessoas.

Roberta Sousa, Coordenadora de Comunicação do Abraço RJ
2018-12-06T21:01:40+00:00