Sobre o Curso 2018-10-09T18:30:08+00:00

Sobre o Curso

Cursos de Árabe, Espanhol, Francês e Inglês.
Capacitamos refugiados/as para dar aulas de idiomas e cultura. Muito mais que gerar renda, queremos promover a troca de experiências, a valorização pessoal e a quebra de barreiras culturais. Saiba mais:

DIFERENCIAL

O Abraço Cultural utiliza um método inovador de ensino em idiomas e material didático próprio. Nossa ideia é aprender através da cultura do professor. Queremos que o aluno se aproxime de diversas culturas e aprenda uma língua de uma forma mais completa. Que tal aprender árabe escutando uma contadora de histórias? Ou espanhol, com um grupo de música tradicional cubana? Que tal aprender francês enquanto aprende também um pouco mais da riqueza do continente africano? É isso que queremos proporcionar. No Abraço Cultural, o aluno terá aulas regulares focadas no idioma duas vezes por semana. E periodicamente, todos os alunos são convidados para um workshop de tradições, que pode envolver culinária, dança, literatura, cinema, curiosidades, política e história de um país tema da semana. Com o Abraço Cultural você poderá aprender Árabe, Espanhol, Francês e Inglês.

Professores

Conheça a história de alguns de nossos professores e professoras.

Foi por não conseguir se desconectar das coisas ruins e por ter muita vontade de fazer coisas boas que Ender resolveu deixar a Venezuela. Nas suas próprias palavras, ele conta que saiu de lá “pelos problemas políticos e sociais, uma crise generalizada gerada por um governo de ditadura”.
Mesmo tendo que se adaptar a uma nova cultura, sempre teve em si a vontade de sorrir independente do contexto. Afinal, abraçar o novo não significa deixar suas raízes para trás. Em alguns hábitos cariocas ele viu características de sua terra natal, embora tudo seja parecido e diferente ao mesmo tempo. O arroz com feijão não é o mesmo, assim como a forma de pensar ou mesmo de dançar.
Isso o permitiu ver o mundo de outra forma, algo que é refletido através de suas pinturas, eternizadas nos quadros que ele adora pintar. A venda da sua arte, inclusive, já o ajudou a pagar o aluguel no Rio, embora não tenha evitado que ele um dia tivesse apenas R$0,70 no bolso para viver. Em vez de se desesperar, tirou uma foto para lembrar o momento e caminhou quilômetros a pé para fazer a entrevista para o Abraço Cultural.
Embora nunca tenha pensado em ser professor, já que é formado em Engenharia Civil, Ender se empolgou com a ideia de dar aulas e descobriu o prazer em ensinar sua língua materna a outras pessoas. Ele afirma ser perfeccionista e exigente em classe, mas com um sorriso acrescenta que cada dia com os alunos é um aprendizado diferente, uma troca entre pessoas que querem se ajudar. Aqui, ele passou a ver o mundo de outra forma, sem nunca abandonar um grande ensinamento de sua família: ser uma pessoa correta. “Eu, venezuelano, refugiado, sou uma pessoa normal, com sonhos, aspirações e ideias. A situação no meu país é temporária, mas eu me identifico muito com o Brasil. A minha luta não é apenas pessoal, ela vai além, pois quero as melhores coisas para este país, como alguém que nasceu aqui”.

Tulin é síria, tem nome turco e alma de brasileira. De todos os 5 países que já viveu, o Brasil é definitivamente o seu favorito, especialmente porque, de acordo com ela, aqui as pessoas são muito abertas para falar de qualquer coisa, algo que não é nada comum em sua terra natal. E embora reconheça que ainda sofremos com alguns problemas, afirma que ainda assim na Síria a situação é muito pior.
“Tudo aqui é diferente de como é no Oriente Médio, até o jeito de andar na rua. Você fica com medo de alguém te roubar ou mexer com você porque você é mulher. Aqui tem machismo sim, mas muito pouco se comparado à Síria. Na rua não sinto muito isso. Lá todo mundo mexe com você na rua, chegando ao ponto de, em algumas épocas, eu nem querer sair de casa. Até as mulheres com hijab são atacadas”.
Esse senso de revolta contra o machismo e contra o regime autoritário que ela via em seu país trouxe consigo para a sala de aula. “Sempre falo nas aulas de algo que me incomoda na Síria. Falo muito também de Direitos Humanos e feminismo, e meus alunos são assim também”. Mas por mais que tenha esse pensamento mais ativista considera as suas aulas engraçadas, já que prefere manter um ambiente descontraído e pouco rígido.
Quem vê seu sorriso no rosto pode até pensar que a adaptação não passou por nenhum percalço, mas quando chegou ao Brasil, em 2015, ela não falava uma palavra de português. Por isso o contato com os alunos foi essencial para que ela se aprimorasse na língua. Afinal, por ser professora de inglês foi mais fácil conseguir se comunicar com todos enquanto não dominava o novo idioma.
Agora, já fluente, começa a cursar a sua primeira faculdade: Astronomia na UFRJ. Sua curiosidade não se restringe ao céu, mas a tudo relacionado à cultura brasileira. E esse aprendizado vem não apenas dos museus que tanto gosta de visitar, mas também da troca que tem com os seus alunos. “Aqui eu me sinto bem, nunca imaginei que trabalharia com algo tão legal”.

“Sou de um grupo étnico da África chamado bantou, e nós temos um sentido de esperança forte, mesmo nas situações mais difíceis”. A frase marcante define bem a vida de Jonathan, que passou por muitos percalços para chegar onde está hoje, mas sem nunca deixar de perseverar e perder a fé.
Nascido na antiga República do Zaire, hoje conhecida como República Democrática do Congo, Jonathan conheceu de perto a perseguição política. Seu pai havia trabalhado na Inteligência do governo de Laurent-Désiré Kabila, mas quando o presidente foi assassinado e seu filho Joseph Kabila assumiu o seu lugar. Foi aí que tudo mudou, porque as pessoas que até então trabalhavam para o Estado não apenas ficaram sem função como se tornaram os primeiros suspeitos de qualquer leve ameaça de conspiração.
Para fugir desses problemas, Jonathan resolveu estudar na África do Sul, onde começou a cursar Biologia, que é obrigatória por lá para quem quer fazer Medicina, como era o seu caso. Mas com o falecimento de sua mãe teve que voltar ao Congo, e com a situação de perseguição que vivia por lá preferiu tentar uma nova vida no Brasil. Aqui descobriu uma semelhança de cultura que não ele nem imaginava, principalmente no que diz respeito ao feijão. A única diferença é que no Congo as mães dizem aos filhos que comer esse alimento todo dia faz mal, algo que Jonathan logo percebeu que era lenda urbana.
Embora já tenha passado por situações complicadas no Rio, ele abraçou a cultura local. Além de fã de boxe, adora assistir futebol e ir para o estádio torcer pelo Flamengo. “O que eu gosto daqui é essa forma de se comunicar, como se as pessoas já se conhecessem há muito tempo. É isso que eu gosto daqui, a hospitalidade. Na África do Sul era bem diferente”.
Ao mesmo tempo, não abandonou as raízes. Ajuda como pode a tia que vive no Congo e que dirige uma ONG que ampara pessoas carentes de lá. Inclusive, o projeto já criou até uma escola pública – vale frisar que no país não há educação gratuita. Sem falar que agora ele mesmo vai virar estudante, porque vai se tornar estudante do curso de Engenharia da Computação. Já em sua própria sala de aula, é um professor de francês divertido, atento e dedicado. De bônus, ele ainda prepara uma comida congolesa quando a turma se mostra empenhada. “É a recompensa para quem faz os exercícios bem e se dedica”.

Unidades

SEDE SÃO PAULO
Rua Teçaindá, 81 – Pinheiros

(Perto do Metrô Fradique Coutinho)

contatosp@abracocultural.com.br 
(11) 98300-7321 (Horário comercial)

SEDE RIO DE JANEIRO
Rua Conde de Bonfim, 488, 3º andar, Tijuca
(Perto do Metrô Saens Peña)

contatorj@abracocultural.com.br 
(21) 99825-9907 (Horário comercial)

UNIDADE BOTAFOGO
Rua Paulo Barreto, 30, Botafogo (Perto do metrõ Botafogo)

Nessa unidade não há atendimento ao público.
contatorj@abracocultural.com.br

Abraço Rio – Tijuca

Abraço São Paulo

FAQ

Tem alguma dúvida sobre os nossos cursos? Veja se respondemos abaixo:

Quem é um/a refugiado/a? 2018-05-16T11:16:52+00:00

De acordo com a Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados (de 1951), são refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa.
Posteriormente, definições mais amplas passaram a considerar como refugiados as pessoas obrigadas a deixar seu país devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.

Quais as vantagens de estudar no Abraço? 2018-06-18T15:18:55+00:00

A maior vantagem é aprender uma língua de um jeito diferente. Nossa ideia é ensinar através da cultura do professor, queremos que o aluno se aproxime de diversas culturas e aprenda uma língua de uma forma mais completa. Que tal aprender árabe escutando uma contadora de histórias? Ou espanhol com um grupo de música tradicional cubana? Que tal aprender francês enquanto aprende também um pouco mais da riqueza do continente africano? No Abraço Cultural, o aluno terá aulas regulares focadas no idioma e, periodicamente, todos os alunos são convidados para um workshop de tradições, que pode envolver culinária, dança, literatura, cinema, curiosidades, política e história de um país tema.

Os cursos são pagos? 2018-05-16T11:39:08+00:00

Sim. Como um dos principais objetivos do Abraço é gerar renda e, com isso, proporcionar meios para que os/as professores possam reconstruir suas vidas no país, os cursos são pagos. Toda a renda que o Abraço arrecada é proveniente do pagamento dos cursos pelo/as alunos/as e é essa receita que possibilita a autossuficiência e viabilidade do projeto.

Qual é o material usado nas aulas? 2018-05-16T11:41:38+00:00

Nós desenvolvemos nosso próprio material. Para nós, é extremamente importante que tanto os/as alunos/as quanto os/as professores/as dialoguem e se reconheçam no material usado em sala de aula. E é por essa razão que decidimos preparar o nosso próprio material! Através dele, trabalhamos não só questões linguísticas, mas principalmente referências culturais que não são encontradas em qualquer lugar.

Como e onde fazer a matrícula? 2018-06-18T15:22:28+00:00

As inscrições são feitas online, aqui no nosso site, na página de inscrição de cada tipo de curso. Você também pode entrar em contato com o Abraço SP e o Abraço RJ caso tenha dúvidas: contatosp@abracocultural.com.br / contatorj@abracocultural.com.br

Quais tipos de cursos são oferecidos? 2018-05-16T11:43:43+00:00

Oferecemos cursos intensivos (em janeiro e julho), e cursos regulares e semi-intensivos durante os módulos regulares (de março a junho e de agosto a dezembro).

Qual a duração dos módulos? 2018-06-18T15:16:49+00:00

Isso vai depender do tipo de curso que você escolher fazer. O curso regular dura de aproximadamente 4 meses. No Semi intensivo cada módulo é realizado em cerca de 2 meses. E o intensivo dura apenas um mês, ideal para fazer nas férias!

Quais os dias e horários das aulas? 2018-06-18T15:23:23+00:00

Oferecemos turmas em diversos horários, de segunda a sábado. Porém, os dias e horários das novas turmas sempre são divulgados apenas quando as inscrições são abertas. Confira na página de inscrição de cada tipo de curso.

Como sei em qual nível estou e qual turma entrar? 2018-05-16T11:49:46+00:00

Não se preocupe. Quem já estudou um idioma pode realizar um teste de nivelamento online e, assim, verificar qual seria o módulo mais adequado aos conhecimentos do/a aluno/a. Dessa maneira, garantimos que na turma os/as alunos/as estejam no mesmo nível da língua.

Há quanto tempo o Abraço existe? 2018-05-16T11:50:41+00:00

O Abraço Começou em março de 2015, tendo sua primeira turma em julho de 2015 em São Paulo e em março de 2016 no Rio de Janeiro.

Quem faz parte do Abraço Cultural? 2018-08-27T13:04:39+00:00

Temos uma equipe de coordenadores/as e de voluntários/as. Você pode conhecer mais sobre a gente no menu “Nossos coordenadores”.

Saiba mais sobre a história da Abraço aqui.

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