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Museus no continente africano para você conhecer

O continente africano é bem conhecido pelas inúmeras belezas naturais, mas também há vários museus interessantes para se conhecer. Veja alguns destes na nossa listinha abaixo:

Museu das Civilizações Negras – Dakar, Senegal

A ideia de um museu de civilizações negras foi publicada em 1966 pelo Presidente Léopold Sédar Senghor, durante o 1º Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar. Cinquenta e dois anos depois e sete anos após o início de seu trabalho, o museu pôde receber seus primeiros visitantes em sua inauguração em novembro de 2018.
Sua arquitetura, que lembra a forma das barracas encontradas na cidade Casamance, se estende por uma área de 14.000 m2 e ajuda a controlar a temperatura. São 5 andares que abrigam as salas de exposições, um auditório para seminários e escritórios.
Dispostos em 3 níveis atualmente, encontra-se cerca de 500 peças emprestadas ou oferecidas por vários museus no Senegal, da África e até de outros lugares. Quando tudo estiver em ordem, o museu deverá acomodar 18 mil obras.
Existem artefatos da era pré-histórica, como remanescentes dos primeiros hominídeos que surgiram na África há vários milhões de anos no Chade e na Etiópia e máscaras rituais de toda a África e do mundo. Nas paredes, noções de matemática, medicina e arquitetura lembram a contribuição do continente africano para a herança cultural e científica do mundo.
O museu se configura como mais do que apenas um local de exposição, é um ponto de encontro para todas as civilizações negras. Um lugar onde as gerações mais jovens podem encontrar e aprender mais sobre sua história, sua herança e seu lugar real nas civilizações do mundo.

Museu Egípcio do Cairo – Cairo, Egito

O Museu Egípcio do Cairo foi inaugurado em 1902 e desde então se tornou o museu mais importante do seu estilo a nível mundial. No momento de sua criação, o museu contava com cerca de 12.000 peças, mas com o passar dos anos, a coleção foi sendo ampliada notavelmente até chegar a cerca de 150.000 itens que atualmente não podem ser mostrados nas instalações. Atualmente está sendo construído o Grande Museu Egípcio, que complementará o atual, tornando-se o maior museu arqueológico do mundo.
Entre os apreciados objetos da coleção do museu pode-se ver estátuas, pinturas, relevos e elementos funerários, entre outros numerosos objetos, embora haja duas áreas que se destacam sobre o resto das exposições: tratam-se das salas de Tutancâmon, onde são expostos os tesouros encontrados em sua tumba, e a sala das múmias, onde repousam os restos mumificados de importantes faraós.
O edifício é constituído por dois pisos . No piso térreo , você pode conhecer a história do Egito desde o Antigo Império através do período greco-romano. No andar de cima do museu, você vai ver peças que foram encontradas na tumba de Tutankamon, incluindo sua famosa máscara funerária e também a sala dedicada às belas jóias descobertas nas Tumbas Reais de Tanis. Outro destaque do museu, é o salão das múmias reais (requer a compra de um bilhete separado). Dentro você poderá ver as múmias de alguns dos faraós mais famosos do Egito , incluindo Ramsés II , Seti I, e única rainha do Egito, Hatshepsut.

Memorial do Genocídio de Kigali – Kigali, Ruanda

Inaugurado no 10º aniversário do genocídio de Ruanda, o Memorial do Genocídio em Gisozi é onde 250.000 vítimas foram enterradas. Este memorial também serve para educar sobre como o genocídio contra os tutsis tomou forma e examina o genocídio no século XX.
O muro de nomes é dedicado àqueles que morreram e é um trabalho ainda em andamento. Muitos dos nomes das vítimas ainda precisam ser reunidos e documentados e muitas das vítimas que descansam nas sepulturas são desconhecidas.
Os jardins memorial proporcionam um lugar para uma contemplação silenciosa sobre a história do genocídio contra os tutsis. Eles permitem que os visitantes reflitam sobre como todos nós temos uma responsabilidade pessoal de evitar discriminação e atrocidades em massa.
O centro também fornece apoio para sobreviventes, em particular órfãos e viúvas.
Embora o maior memorial seja em Kigali, o genocídio atingiu todos os cantos de Ruanda e, como tal, há muitos memoriais carregados de emoções espalhados por todo o país. Alguns são tão simples quanto um espaço tranqüilo de contemplação, enquanto outros são maiores e contêm relíquias, restos e exibições sobre o próprio genocídio.
Embora o maior memorial seja em Kigali, o genocídio atingiu todos os cantos de Ruanda e, como tal, há muitos memoriais carregados de emoções espalhados por todo o país. Alguns são tão simples quanto um espaço tranqüilo de contemplação, enquanto outros são maiores e contêm relíquias, restos e exibições sobre o próprio genocídio.

Museu de Marraqueche – Marraqueche, Marrocos

O Museu de Marrakech está localizado em um antigo palácio onde residia Mehdi Mnebhi, ex-ministro da Defesa do Sultão Moulay Abdelaziz. O palácio data do final do século XIX.
O edifício abriga o museu desde 1997, quando a Fundação Omar-Benjelloun o comprou para reabilitá-lo, assim como fez com Ben Youssef Medersa e Almoravid Qoubba. Anteriormente, o palácio tinha sido usado como moradia e, na década de 1960, um colégio para meninas.
A parte principal do museu consiste em seu pátio interno e quartos dispostos ao redor. Nestes quartos é exposta a coleção do museu, composta principalmente de cerâmica, armas, tapetes e outros objetos tradicionais do Marrocos.
Você também pode visitar no interior do edifício o hammam tradicional e uma sala de exposições temporárias.

Museu do Apartheid – Joanesburgo, África do Sul

O Museu do Apartheid foi inaugurado em 2001 e é conhecido como o museu mais proeminente no mundo que lida com a África do Sul do século XX, no coração da qual se encontra a história do apartheid.
O Museu do Apartheid, o primeiro de seu tipo, a ascensão e queda do apartheid.
As exposições foram montadas e organizadas por uma equipe multidisciplinar de curadores, cineastas, historiadores e designers. Eles incluem imagens de filmes provocativos, fotografias, painéis de texto e artefatos ilustrando os eventos e histórias humanas que fazem parte da saga épica, conhecida como apartheid.
Uma série de 22 áreas de exposições individuais leva o público a uma dramática jornada emocional, que é a história de um sistema sancionado pelo Estado com base na discriminação racial e na luta da maioria para derrubar essa tirania.
Para quem quiser entender e experimentar como era o apartheid da África do Sul, uma visita ao Museu do Apartheid é fundamental.

Casa dos Escravos – Dakar, Senegal

A ilha de Gorée foi visitada pela primeira vez por marinheiros portugueses sob o comando de Dinís Dias e ocupada nos anos seguintes. Os nativos da ilha foram posteriormente deslocados e fortificações foram erguidas. A cidade era ativa no comércio atlântico de escravos desde 1536 até 1848, quando a escravidão foi abolida no Senegal. Os historiadores discutem se Gorée era um grande depósito para o comércio ou simplesmente um dos muitos portos onde africanos foram levados antes de começarem a jornada para as Américas. Gorée mudou de mãos várias vezes, mas de 1817 até a independência do Senegal em 1960, estava sob o controle da França.
A Maison des Esclaves de Gorée mostra a senzala escondida no porão escuro, úmido dos edifícios clássicos, próximos do mar, na Ilha de Gorée, onde homens e mulheres, a maioria jovens, eram tratados como gado. Os escravos, muitas vezes, definhavam durante semanas à espera do navio que os levariam para as plantações nas Américas. Na década de 1980, o Diretor-Geral da UNESCO disse esperar que o local se transformasse em um “lugar de meditação, reflexão espiritual e contemplação, onde aqueles que são mais conscientes das tragédias da sua história terão um sentido mais real da justiça e da fraternidade”.

Museu da Fundação Zinzou – Cotonou, Benin

O Museu Zinzou é um museu de arte contemporânea. Está localizado na República do Benim. O museu é um local privilegiado para os amantes da arte contemporânea.
A família Zinsou criou a Fundação Zinsou em Cotonou como uma iniciativa privada em 2005. O objetivo original era criar uma plataforma e um centro de exposições para artistas africanos contemporâneos, particularmente aqueles que atuam no cenário artístico de Benin. Atualmente as atividades da fundação além do campo da arte africana incluem também ações de educação e desenvolvimento social.
A criação do museu visa dar uma nova visibilidade ao continente, colocando-o como um ator real no mundo das artes. Também permite que pessoas de fora tenham uma nova perspectiva em uma parte do mundo que está freqüentemente sob os holofotes somente quando ocorrem eventos terríveis. O museu é a ferramenta fundamental para mostrar a criação do continente africano no tempo presente e para dialogar a cultura moderna e contemporânea com o público do Benim, criando hoje um espaço de partilha enraizado na vida quotidiana.

Makumbusho Village Museum – Dar es Salaam, Tanzânia

Este museu ao ar livre apresenta uma coleção de habitações autenticamente construídas, ilustrando a vida tradicional em várias tribos da Tanzânia. Cada casa é decorada com itens típicos e cercada por pequenas objetos culturais, enquanto os ‘aldeões’ expressam habilidades tradicionais como tecelagem, cerâmica e escultura. As apresentações tradicionais de dança tribal também acontecem diariamente, quando há demanda suficiente.
Apenas algumas das tribos dominantes do país estão representadas no museu, que possui mais de 130.

Continue nos acompanhando para descobrir dicas pedagógicas e novas referências culturais! 😉

Roberta Sousa, Coordenadora de Comunicação do Abraço RJ
2019-07-18T20:08:01-03:00