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montevidéu: Guia de Museus

Apesar de ser uma capital bem mais calma que Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo, Montevidéu tem bons passeios a se fazer, guardando seu charme de cidade grande, mas também tranquila.
Além do passeio pelas ramblas, pelo centro histórico da Ciudad Vieja e também pelos seus cafés, galerias e livrarias, Montevidéu tem alguns museus bem interessantes. Veja abaixo nossa listinha com alguns:

Museu Cabildo de Montevidéu

Declarado Monumento Histórico Nacional em 1975, o Cabildo de Montevidéu serviu de sede para o governo colonial por quase 100 anos. Além de também já ter abrigado o Poder Legislativo, o Conselho Nacional de Administração e o Ministério de Relações Exteriores, durante 1829 foi palco da discussão e sanção da Constituição do Uruguai.
Desde 21 de setembro de 1958, o edifício funciona como museu e abriga o arquivo histórico da cidade, cujo objetivo é promover reflexão em torno de distintos eixos conceituais, gerando conhecimento acerca das narrativas histórias que fazem parte da construção da identidade nacional. Os itens, comprados ou doados, representam a evolução de Montevidéu, o estilo de vida e os costumes da capital uruguaia.
O acervo é resultado de um trabalho histórico e antropológico realizado pelo diretor honorário Horácio Arredondo ao longo de mais de 30 anos.

Museu Torres García

Sabe aquela imagem famosa da América do Sul de cabeça para baixo, a “America Invertida”? A obra faz parte da Escuela del Sur, pensamento fundado por Torres García que coloca o sul como protagonista dos seus próprios povos, como ele explica sobre sua obra: “Nosso norte é o Sul. Não deve haver norte, para nós, senão por oposição ao nosso Sul. Por isso agora pomos o mapa ao revés, e então já temos a exata ideia de nossa posição, e não como querem no resto do mundo. A ponta da América, desde agora, prolongando-se, assinala insistentemente o Sul, nosso Norte”, escreveu Torres García.
O museu foi fundado em 1949, logo após a morte do artista – considerado um dos grandes artistas plásticos latino-americano do século XX – abriga suas obras e de outros artistas contemporâneos. O Museu Torres García fica localizado na região mais turística de Montevidéu, a Peatonal Sarandí na Ciudad Vieja, próximo a diversas livrarias, cafés, lojas e pontos turísticos como o Teatro Solís, a Praça da Independência, Catedral Metropolitana de Montevidéu e da Plaza Constitución.

Museu do Futebol

Palco da 1ª final da Copa do Mundo da Fifa, em 1930, o estádio Centenário de Montevidéu foi construído especialmente para o evento. Ele sedia partidas de dois principais times da cidade, o Peñarol e o Nacional. O estádio abriga também o Museo del Fútbol, dedicado à história da seleção uruguaia. Os principais troféus estão lá, como as Copas de 1930, conquistada naquele campo, e a de 1950, a do fatídico Maracanazzo (nome que se deu a vitoria da Seleção Uruguaia em pleno estádio do Maracanã). Estão lá também as 15 taças das Copas América vencidas pela Celeste, incluindo a de 1995, conquistada também em Montevidéu.
Inaugurado em 15 de dezembro de 1975, o Museu se converteu em um dos pontos de interesse mais visitados pelos turistas que chegam à cidade. Considerando-se que o Centenário é o único monumento declarado Monumento Histórico do Futebol Mundial pela Fifa, a visitação se torna mais enriquecedora. O museu está aberto de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Espaço de Arte Contemporânea

Localizado na Avenida Nove de Julho, 965, é datado de 1930, se encontra o edifício que abriga o Museu de Arte Contemporânea. Com estilo ecleticista historicista, é uma elegante evocação do que se refere aos caracteres franceses e sensíveis das vanguardas artísticas. O Espaço de Arte Contemporânea funciona na antiga Cadeia de Miguelete, “uma prisão de 1888 que ocupa um quarteirão inteiro entre os bairros de Cordón e La Aguada”. Essa transformação da prisão para o museu é o que mais chama a atenção, apontando a mudança para que a liberdade criativa seja expressa em uma prisão. Vale a pena visitar e deslumbras um pouco da cultura da capital uruguaia dos anos 30.

Museu Casa de Carlos Gardel em Montevidéu

Carlos Gardel, apesar de nascido na França, é figura muito associada à Argentina e ao Uruguai, principalmente pelo tango ser um elemento muito presente na cultura desses países. Os vizinhos sul-americanos, inclusive, já disputaram a nacionalidade do cantor, que é um dos seus maiores ídolos. Para a felicidade de fãs e admiradores, especialmente os uruguaios, a residência em que Gardel costumava veranear e passar seus aniversários, em Malvín, tradicional bairro de Montevidéu, se tornou um museu dedicado ao intérprete de tango mais famoso da história. A data de inauguração propositalmente coincidiu com o 82º aniversário de morte de Gardel, falecido em 1935 em um acidente de avião em Medellín, na Colômbia. Frequentado por Gardel na década de 1920, o imóvel pertencia a Francisco Maschio, amigo e treinador de seus cavalos.
O museu expõe objetos, documentos e fotos acompanhados por narrativas explicativas, troféus, móveis originais e a capa do Invasor, considerado um dos melhores cavalos de corrida do mundo. Há também uma estátua feita pelo artista plástico Alberto Morales Saraiva que retrata Gardel em pé junto do amigo e jóquei Irineo Leguisamo, cena real registrada em uma das imagens exibidas. O Museu fica aberto de terça-feira a sábado de 10h as 17h e a visitação é gratuita. Vale a pena visitar o espaço dedicado ao criador de “Por una Cabeza” , tango mais famoso do mundo.

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Tiago Máximo, Voluntário de Comunicação do Abraço
2019-05-07T17:30:41+00:00