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dia internacional

contra a discriminação racial

O aumento do número de imigrantes chegados ao Brasil aumentou abruptamente nos últimos anos e nesse processo os brasileiros precisaram aprender a conviver com mais culturas e costumes diferentes. Muitos imigrantes escolhem o Brasil pela fama do país em ser receptivo e acolhedor, e a promessa de empregos fartos, contudo, se surpreendem quando se deparam com situações de discriminação e desrespeito. E, infelizmente, nossa sociedade ainda tem muito o que avançar para atingir essa imagem ideal. Ainda vivemos em um país extremamente racista, que prega uma falsa aceitação enquanto é repleta de preconceitos no trabalho, nas universidades ou espaços públicos.
Desta forma, é dever de toda a população agir com empatia para com os “seus”, mas também para com aqueles que escolheram nosso país para chamar de “seu”. É possível viver em sociedade, respeitando as diferenças, e praticando o amor e afeto ao próximo. Para isso, porém é preciso estar disposto e aberto.
Então, aproveitando esse 20 de março, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, o Abraço Cultural elencou 4 dicas para você já começar a colaborar na construção de uma sociedade mais justa e igual:

#Artigo: O lugar dos sujeitos brancos na luta antirracista

Nesse texto, Denise Carreira destrincha sabiamente o argumento de que apesar de ser um fato que os “movimentos negros e indígenas” se colocam “como protagonistas históricos da luta antirracista” é necessário que “pessoas brancas e instituições a assumirem responsabilidades como sujeitos de tensionamento e da transformação das relações raciais, indo além da convocação ao apoio, à solidariedade e à luta política “das outras e dos outros”. Ou seja, é branca/o e está ciente da sua responsabilidade para com a luta antirracista? Então esse é um ótimo texto pra começar a colocar a mão na massa! Leia-o aqui

#Filme: William Kamkwamba: O Menino que Descobriu o Vento

Esse filme trata da emocionante história real de William Kamkwamba, um garoto de um vilarejo no Malaui. “A verdadeira mensagem aqui é que somente a educação pode transformar uma sociedade. Infelizmente, essa educação não é para todos. Quem possui certos privilégios não consegue entender que algumas pessoas precisam fazer sacrifícios e escolhas para colocar seus filhos na escola.” Disponível na Netflix!

#Passeio: Museu Afro Brasil, SP e Museu da História e Cultura Afro-Brasileira, RJ

Em São Paulo, o Museu Afro Brasil conta com uma programação especial. Hoje, os educadores conduzirão uma visita à exposição de longa duração de forma que os visitantes serão convidados a refletir sobre os diferentes períodos históricos nos quais a população negra atuou de diversas maneiras no combate à discriminação racial. Caso não consiga ir nessa visita, fica a dica da visita do Museu que conta com um rico acervo que abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

Criado para contar a história do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, da escravidão e da cultura afro-brasileira, a instituição da Prefeitura do Rio ganhou nome definitivo: Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira. A escolha do Conselho Consultivo atendeu às reivindicações dos movimentos em defesa da igualdade racial. O marco de nascimento da instituição é 21 de março de 2017. A data faz referência ao Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em alusão ao Massacre de Sharpeville (África do Sul) de 1960. No ano passado, na data, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira ganhou sua primeira peça de acervo: um cadeado de senzala encontrado em fazenda no Município de Valença (RJ) do fim do século XIX, doado pelo pesquisador e conselheiro municipal de Cultura, Marconni Andrade.

#Livro: “Vovô Mandela”

No extremo leste da cidade, na Fábrica de Cultura Itaim Paulista a data será celebrada com a leitura pública do livro “Vovô Mandela”, de Zazi, Ziwele e Zindzi Mandela. A atividade trará ao conhecimento do público a história de um dos homens mais importantes na luta contra o racismo e pela defesa da igualdade, Nelson Mandela. O livro será uma oportunidade de conhecer sua vida e teus passos até o Prêmio Nobel da Paz.

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Ágatha Araújo, Voluntária de Comunicação do Abraço
2019-03-20T17:07:05+00:00