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DANÇAS TRADICIONAIS DE CABO VERDE QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Além de paisagens de tirar o fôlego, Cabo Verde, pequeno país formado por ilhas no oeste africano, tem uma diversidade que encanta a todos e um dos maiores símbolos da cultura caboverdiana é a dança.

Dos ritmos tradicionais aos estilos contemporâneos, a dança está bastante ligada às manifestações populares. Muitas dessas tradições remontam aos tempos de colonização portuguesa e à escravidão. Após a independência, em 1975, a cultura caboverdiana tem sido cada vez mais valorizada, com impacto direto na economia do arquipélago.

Confira a seguir algumas danças típicas e aproveite para arriscar alguns passos!

Funaná

Considerado um dos gêneros musicais mais populares e relativamente mais recentes de Cabo Verde, o Funaná surgiu na Ilha de Santiago no começo do século passado. É dançado aos pares, com um braço enlaçado no parceiro e de mãos dadas, seguido por movimentos de flexões alternadas pelo compasso das canções. Uma curiosidade do ritmo vem da sua etimologia: “Funa tocava acordeão e Naná, sua esposa, tocava ferrinho, uma barra metálica que marca o ritmo com outro objeto de ferro”, é o que dita a tradição oral. Ao longo do tempo, tanto a dança quanto as músicas foram ganhando elementos urbanos.

Morna

Internacionalmente conhecida pelo repertório da cantora Cesária Évora, a morna é um símbolo nacional de Cabo Verde, assim como o samba no Brasil e o tango na Argentina. Como dança de salão, é feita aos pares, com um braço entrelaçado e mãos dadas, a coreografia consiste em duas oscilações do corpo para um lado, no compasso da música, enquanto que, no compasso seguinte, para o outro lado. Os passos são feitos em marcação quaternária (dois passos à frente, dois passos atrás). Apesar de imprecisa, a origem da Morna remonta ao século XVIII. Tradicionalmente, as canções retratam o amor pela terra e a tristeza de ter que deixar do país.

Batuque

Também chamado de Batuku, é uma das expressões artísticas mais genuínas do povo caboverdiano, com influência da cultura de tribos africanas que chegaram às ilhas e formaram a nação crioula séculos atrás. Muito ligado às festas familiares de casamentos e batizados, o batuque tem como ritual a organização de uma roda de batucadeiras e cantadeiras, enquanto outras mulheres revezam a dança no centro do círculo formado. Os primeiros movimentos são oscilações, que vão ganhando força conforme a velocidade do ritmo aumenta. O clímax do batuque é chamado de da ku tornu, com flexões rápidas do joelho e movimentos de rotação. As sessões de batuque se transformam em verdadeiros espetáculos que podem durar horas.

Erick Xavier, Comunicador Voluntário do Abraço
2019-05-07T17:35:35+00:00