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CELEBRANDO UMA CULTURA POR MEIO DA CULINÁRIA

Certa vez me disseram que há três coisas que um estrangeiro prefere fazer em sua própria língua, não importa há quanto tempo esteja vivendo longe de seu país: rezar, contar e xingar.
Pode parecer engraçado à primeira vista, mas faz todo sentido. São atividades que realizamos de maneira quase automática e que aprendemos ainda muito crianças.
Cozinhar, de certa forma, se encaixa nessa lista. Embora não precisemos falar enquanto cozinhamos, utilizamos as memórias visuais, olfativas e gustativas que desenvolvemos na infância.

Parte fundamental nesse processo são os ingredientes. O mesmo legume ou fruta adquire sabor diferente dependendo do local em que é cultivado. Além disso, muitas vezes um item corriqueiro num determinado país simplesmente não existe em outro. E lá se vão as adaptações culinárias, a busca por produtos que, quando importados, tornam-se inviáveis financeiramente.

Mas por que essa relação com a culinária natal é tão forte e importante? Basicamente porque está ligada a um sentido de pertencimento a uma cultura e/ou a uma família. Comer algo típico de nosso país nos leva de volta para casa, traz aconchego.

Se somos capazes de preparar um prato da nossa terra o ritual torna-se ainda mais prazeroso, pois envolve receitas de família e remete a momentos compartilhados com quem se ama. São riquezas a serem preservadas.

Para o bem da diversidade e da globalização também na área da gastronomia, há os que fazem da culinária um meio de vida. Em uma cidade como São Paulo, conhecida por oferecer inúmeras opções de restaurantes, é possível experimentar comidas de países como Camarões, Bulgária, Bolívia e Grécia. Assim como os pratos da cozinha italiana, portuguesa e japonesa são parte de nosso cotidiano, aos poucos vamos incorporando outros sabores e temperos que, além de enriquecerem nosso paladar, nos aproximam de culturas distantes.

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Silvia Carvalho, Voluntária de Comunicação do Abraço
2019-02-20T16:17:17+00:00