fbpx

o amor nas diferentes culturas

Ai, o amor! Você já esteve apaixonado? Apesar de existirem em todos os países, os relacionamentos são muito diferentes dependendo da cultura do lugar em que acontecem. No Brasil, é bastante comum encontrar casais se abraçando e se beijando nas ruas, mas tamanha naturalidade com as demonstrações de afeto em público não é tão comum assim ao redor do mundo. A naturalidade do brasileiro em expressar seu amor em relação ao seu parceiro é um dos principais choques de cultura dos estrangeiros ao se mudarem para o Brasil.
Descubra um pouco sobre como são os relacionamentos em algumas culturas:

Costa do Marfim

Olga Brou é professora do Abraço SP e se mudou da Costa do Marfim para o Brasil em 2014. Em sua cultura, os contatos mais íntimos, como beijos e abraços, são guardados para momentos em quatro paredes. “As demonstrações de afeto em público [no Brasil] do jeito que vocês se beijam na rua, no metrô ou em qualquer outro lugar foi uma das coisas que me deixou mais chocada”, conta a professora. Para os costa-marfinenses, a melhor maneira de demonstrar afeto é querer a pessoa em sua família. Ao decidirem se casar, os casais costa-marfinenses devem apresentar-se um ao outro às famílias para então decidir se terão um casamento tradicional ou uma cerimônia para o pagamento do dote. Ao se casarem, a família é o que mais importa nesta cultura.

RD do Congo

Assim como na Costa do Marfim, na República Democrática do Congo os beijos também são reservados para momentos íntimos. Joly Kayembe, congolesa e professora do Abraço SP, conta que as carícias acontecem apenas em momentos reservados em respeito aos mais velhos. “As carícias são símbolo do carinho, que a gente que se ama, se dá e fazem parte do ambiente. Pessoalmente, essas carícias são boas pra gente”, conta. Joly explica que o melhor jeito de mostrar seu carinho é cuidando bem do parceiro e da família. Para ela e sua cultura, amor é sinônimo de união. Lá, os casamentos acontecem depois do pagamento do dote, que reconhece o matrimônio. Após pago, a união é reconhecida jurídica e religiosamente e então há a festa de casamento.

Peru

Uma das culturas que mais se assemelha com a brasileira quanto aos relacionamentos é a cultura peruana. A professora de espanhol Angélica Cuno viveu no Peru até 2016, quando se mudou para o Brasil. Apesar de seu choque cultural ao chegar aqui, Angélica notou diversas semelhanças entre as culturas quanto aos relacionamentos.
Por terem sido colonizados por países com a presença forte do catolicismo, o casamento religioso é bem parecido em ambos os países. “A diferença seria que lá os noivos dançam primeiro com os padrinhos. Eles são dois casais que têm que ser casados”, explica. Já a união jurídica se coincide com a brasileira por terem o mesmo procedimento. Lá, é comum encontrar casais abraçados ou de mãos dadas nas ruas. Beijos mais discretos em público não é algo mal visto.

Egito

Já, quanto aos beijos, a cultura egípcia tem preferência pelo beijo na testa. A egípcia Elham Selim é professora de inglês e árabe no Abraço e mora no Brasil há dois anos. Ela explica que lá o processo do matrimônio só acontece com o testemunho de duas pessoas. Após o registro do documento “katb ketab”, contrato de casamento religioso, no governo, o homem precisa pagar o “mahr”, uma espécie de presente em dinheiro do noivo à noiva, que poderá gastar esse dinheiro como quiser. Elham conta que uma das maneiras de demonstrar carinho é andar de braços dados. Mostrar respeito e ter responsabilidade são os pilares da vida conjugal no Egito.

Quer falar com o mundo e descobrir novas referências culturais? As inscrições para os cursos regulares de março já estão abertas!

Maria Mariana Amaro, Voluntária de Comunicação do Abraço
2019-05-07T17:34:19+00:00