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Um jeito simples e prazeroso de entrar em contato com a língua que estamos aprendendo e também treinar un poquito a compreensão oral e escrita, é assistir a conteúdos audiovisuais. Então, separamos para você 10 séries e filmes em espanhol, todos disponíveis na Netflix.
Prepara o sofá, coloca a legenda em espanhol, não esquece da pipoca e vamonos!

A noite de 12 anos (Una noche de 12 años)

Uruguai, 2018

Durante a ditadura militar no Uruguai, José Mujica (Antonio de La Torre), que viria a se tornar um dos mais admirados presidentes sul-americanos de todos os tempos, Mauricio Rosencof (Chino Darin) e Eleuterio Fernández Huidobro (Alfonso Tort) são presos e juntos enfrentaram uma verdadeira jornada de sobrevivência. Confinados e torturados por mais de 12 anos, sobrevivendo às condições mais adversas.

O filme remete qualquer um que não viveu tal experiência para o Uruguai durante o regime militar (1973 a 1985) que prendeu, torturou, despachou para o exílio e assassinou os que se arriscaram a desobedecer.Dirigido por Álvaro Brechner, “Uma noite de 12 anos” se passa quase todo dentro das inúmeras prisões ocupadas pelos protagonistas. Suas cenas são claustrofóbicas e agonizantes, mas, acima de tudo, impressionantes. Com as boas atuações, clareza do roteiro e precisão do diretor em mostrar detalhes das torturas sem recorrer para atrocidades gráficas, é comovente acompanhar como algumas pessoas tiveram coragem em lutar por anos.

Fonte: https://blogdogersonnogueira.com

Sempre Bruxa (Siempre Bruja)

Colômbia, 2018

Recém disponível na Netflix, a série colombiana de produção da própria plataforma de streaming junta tramas sobrenaturais com dramas adolescentes. Ambientada na cidade de Cartagena (litoral colombiano), Sempre Bruxa narra a história de Carmen Eguiluz (Angely Gaviria), mulher negra que vive no século XVII, escravizada e acusada de bruxaria por viver um romance com um homem branco, filho de seus senhores. Como tantas outras mulheres, Carmen é perseguida, julgada e condenada à fogueira por seu comportamento; por não ser o que se espera de uma escrava. O que ninguém imaginava, no entanto, é que Carmen de fato tivesse poderes mágicos. Assim, no dia de seu julgamento, a jovem bruxa faz um trato com Aldemar (Luis Fernando Hoyos), o Imortal, e consegue escapar da fogueira sendo transportada para a Cartagena do século XXI.

O combinado parecia um bom plano, mas tudo muda quando Carmen chega a um novo mundo, repleto de tecnologias impressionantes e liberdades femininas inimagináveis para uma mulher negra de séculos atrás. Aos poucos, a protagonista faz amigos, começa a estudar e descobre um universo de novas possibilidades para sua vida e seus poderes.

Sempre Bruxa pode não ser ideal para aqueles que buscam material consistente sobre bruxas latino-americanas, realismo-fantástico político ou qualquer coisa do gênero. Já para os que procuram por entretenimento adolescente e despretensioso, mas com alguma carga de engajamento e realizado e protagonizado por mulheres, a série pode ser uma boa opção de passatempo.
Fonte: http://www.francamentequerida.com.br

Toc Toc (Toc Toc)

Espanha, 2017

A comédia espanhola aborda de forma divertida a vida de pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo — TOC. A premissa da história é bastante simples: seis estranhos com hora marcada para uma consulta com um renomado psiquiatra que pode ajudar no TOC que acompanha cada um deles. Como o doutor não chega, os estranhos começam uma sessão de terapia em grupo. Trancados na sala do consultório, eles precisam entender e conviver com as diferenças se quiserem ver seu médico.

Casa de Flores (Casa de Flores)

México, 2018

Essa é para os fãs do drama mexicano! A série aposta em uma boa dose de reviravoltas desde o primeiro episódio. Trazendo à tona a história dos De La Mora, uma família aparentemente feliz que administra um negócio de flores, porém, que guarda segredos inesperados. De um dia para o outro, os De La Mora descobrem que Ernesto (Arturo Ríos), o patriarca, tinha uma amante de longa data que faleceu e terão que aprender a lidar com a questão.

Com uma dose extra de humor negro, “La Casa de Las Flores” traz à tona temas importantes e que precisam ser discutidos nos tempos atuais, como homossexualidade, suicídio, transexualidade, entre muitos outros, deixando uma contribuição social, além de apenas entreter.

Fonte: https://www.vix.com

Como superar um fora (Soltera Codiciada)

Peru, 2018

Pelo título já dá para perceber em que tipo de terreno iremos pisar. Mesmo os filmes deste gênero que recebem uma pecha ruim, têm seus fiéis admiradores, pois definitivamente, esta é a maior qualidade destes tipos de histórias. Retratar situações similares passadas na vida destas pessoas, com todo seu humor e sofrimento, e buscar edificá-las com a possibilidade de um recomeço, ou uma nova fase que se avista.

A produção de origem peruana original da Netflix, Como Superar um Fora, não é diferente, mas é! Explicação: sim, se o longa da dupla de diretores Joanna Lombardi e Bruno Ascenzo não ganha nenhum ponto por tentar escapar dos princípios básicos do cinema de gênero, acerta em outros dois essenciais, que incluem ter um texto fluente, com referências atuais, junto de um elenco muito carismático, especialmente sua protagonista, que dá conta da montanha-russa de emoções, sem medo de cair nos exageros caricaturais.

Este filme da Netflix conta a história da vida amorosa e profissional de María Fé, uma jovem publicitária que se vê desolada, logo após seu relacionamento de seis anos com Matías terminar, via skype. Mas, ao lado das amigas Natalia e Carolina busca superar a dor do rompimento, e seguir em frente. Encontrando dificuldades em manifestar tudo o que sente, resolve criar um blog chamado Solteira Cobiçada, onde irá se abrir escrevendo sobre as situações rotineiras de uma mulher solteira, e se surpreende como este blog está mudando sua maneira de pensar sua própria vida.

Fonte: https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br

Roma (Roma)

México, 2018

Fragmentos soltos, lapsos de memórias com hiatos que não permitem que ideias sejam completas. As lembranças da nossa infância nem sempre surgem de maneiras integrais. Desavisados de seu valor, normalmente vivemos essa fase da vida em um breu, cercados por um universo infantil onde as dores e as lutas vividas por adultos são aventuras alegóricas, fantasias inusitadas. Roma, o mais novo filme do cineasta Alfonso Cuarón, é justamente uma profunda reflexão sobre esses rápidos anos, em que a inocência nos impede de enxergar as árduas camadas da vida. E como um refrigério para sua memória, crescendo em uma família de classe média mexicana, ele tira os olhos de si e os direciona, junto às suas lentes, para Libo, sua amada babá que faz parte de sua vida desde os nove meses de vida. E pela pureza dela, a Netflix caminha para o tão aguardado Oscar com dez indicações.

Roma fora o bairro onde Cuarón cresceu, com seus três irmãos, um pai ausente e uma mãe que se tornará dona de casa. Na trama, a mexitec Libo ganha os traços da jovem atriz Yalitza Aparicio. De mesma origem, vinda do vilarejo Oaxaca, ela é a transcrição da verdadeira babá – como o próprio cineasta fez questão de revelar. E aqui, acompanhamos a intersecção de narrativas, à medida que Cleo lida com seus próprios dissabores, sem deixar de criar os pequenos e agitados filhos de Sofia (Marina de Tavira). De maneira simples, quase poética, o diretor nos convida para os corredores de sua casa, fazendo do passado uma narrativa do presente. Como se revivesse sua infância, ele traz um olhar maduro sobre aquelas histórias de cabeceira que tanto ouviu Libo contar.

E sob uma fotografia minimalista, completamente em preto e branco, o filme se desenrola, de fato, como um anagrama. Muito mais que trazer os relatos de uma família do subúrbio mexicano, Roma na verdade é uma história sobre o amor.

Fonte: https://cinepop.com.br/

Caminho a La Paz (Camino a La Paz)

Argentina, 2015

Com roteiro e direção de Francisco Varone, Camino a La Paz acompanha Sebastián, um homem de 35 anos, fã da banda argentina Vox Dei e muito apegado ao seu velho Peugeot 505, com o qual passa a trabalhar de motorista particular, uma forma que conseguiu para completar o orçamento da casa. e cara, a crítica do diretor à crise econômica argentina se faz sentir, e essa crítica estende-se para outros setores da sociedade como a segurança pública, a moradia e a qualidade de vida, uma realidade vista como problemática também na Bolívia, o destino final da viagem que sustenta o filme. Mais do que observar a sociedade através de um simpático road movie, Francisco Varone nos faz observar a amizade inesperada, os laços humanos firmados quando menos se espera e quando se mais precisa.

A amizade improvável e as ótimas atuações dos atores principais salvam o filme pela simpatia. O público é conquistado pela entrega feita de um personagem para o outro e também se dispõe a aprender e entregar-se, comprando a ideia principal do roteiro e percebendo, ao término, que o caminho até La Paz (uma metáfora à aceitação, ao contato com o desconhecido) é também o nosso caminho através da vida.

Fonte: https://www.planocritico.com/

Candelária (Candelaria)

Colômbia/Cuba, 2017

Havana, 1994. Com a Guerra Fria chegando ao fim e a União Soviética se desintegrando, o embargo à Cuba continua intacto e mais firme do que nunca. No meio disso tudo, a vida do casal Candelaria, 75, e Victor Hugo, 76, está cada vez mas monótona e triste. Mas toda a fase obscura começa a mudar quando encontram uma câmera e, curiosos, passam a filmar seu dia a dia, e reencontram parte de sua vida perdida. O problema é que, tempos depois, o objeto desaparecerá.

A grande beleza do filme é revelada nas filmagens do casal. Momentos de amor, ternura, cumplicidade e sexo entre um casal de idosos. Cenas de intimidade belas e desconcertantes. E com magistrais interpretações dos atores protagonistas.

Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/

Filha da Lagoa (Hija de la Laguna)

Peru, 2014

No auge da corrida do ouro peruano, uma mulher andina capaz de se comunicar com os espíritos da água usa seus poderes para impedir que uma corporação mineira destrua o lago que ela considera ser sua mãe.

Não apenas se apresenta Nélida como a única filha da lagoa, mas também os encarregados, camponeses e lutadores sociais, que defendem seus direitos ante as ameaças extrativistas. A diversidade de rostos, testemunhos e relatos revelam também a complexa e rica cosmovisão cajamarquina sobre a Mãe Terra, em especial sobre a água ou Mama Yaku. O documentário é uma estampa do amplo folclore mágico que as comunidades campesinas herdaram e que mantêm vivo através de seus relatos e tradições. Um retrato da relação harmoniosa entre os homens e as mulheres, e suas terras.

XXY (XXY)

Argentina, 2007

NAlex (Inés Efron) nasceu com características sexuais femininas e masculinas. Tentando poupar a filha dos preconceitos de terceiros e de médicos que queriam “corrigir” a genital da criança, Kraken (Ricardo Darín) e Suli (Valeria Bertuccelli) se mudaram da Argentina para uma pequena vila no Uruguai. Anos mais tarde, a família recebe a visita de um casal de amigos e de seu filho Álvaro (Martín Piroyansky). É então que Alex, agora com 15 anos, e o jovem visitante começam sua própria jornada de descobertas sobre identidade de gênero e orientação sexual.

Roteirizado e dirigido por Lucia Puenzo (co-roteirista de O Silêncio do Céu, dirigido pelo brasileiro Marco Dutra), XXY foi lançado nos cinemas brasileiros em 2008. Com um elenco de peso formado por grandes nomes do cinema latino – como Ricardo Darín, Inés Efron e César Troncoso -, o longa consegue chamar atenção para uma narrativa que, ainda hoje, trata de temas delicados e, a princípio, poderia afastar o interesse da audiência.

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Roberta Sousa, Coordenadora de Comunicação do Abraço RJ
2019-05-07T17:32:54+00:00